Anvisa alerta para golpes com deepfakes de médicos e famosos
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A Anvisa emitiu um alerta urgente sobre o uso de deepfakes para promover medicamentos e suplementos de forma enganosa nas redes sociais.
Uso de Inteligência Artificial em Fraudes
Criminosos estão a utilizar tecnologias de inteligência artificial para criar vídeos altamente realistas de celebridades e profissionais de saúde. Estas simulações, conhecidas como deepfakes, têm como objetivo conferir uma falsa sensação de autoridade e confiança à venda de produtos ilegais.
O método consiste em manipular o rosto e a voz de figuras públicas para que pareçam estar a recomendar soluções milagrosas para diversas patologias. Estes anúncios circulam intensamente em plataformas digitais, aproveitando a rápida disseminação de conteúdos virais para atingir um número elevado de vítimas.
Modus Operandi dos Golpes
A estratégia dos burlões segue um padrão específico para ludibriar os consumidores:
- Falsa Credibilidade: Utilização da imagem de médicos conhecidos ou figuras mediáticas para validar o produto.
- Promessas Irrealistas: Oferta de suplementos ou fármacos com capacidades de cura que não possuem comprovação científica.
- Senso de Urgência: Criação de ofertas limitadas para forçar o utilizador a realizar a compra sem análise prévia.
- Venda de Produtos Não Registados: Comercialização de substâncias que não passaram pelos testes de segurança exigidos pelas autoridades de saúde.
Recomendações de Segurança
Perante este cenário de crescente sofisticação tecnológica, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de um consumo consciente e cauteloso. A recomendação principal é a verificação rigorosa da procedência de qualquer tratamento anunciado online.
Os consumidores devem estar atentos aos seguintes pontos antes de efetuar qualquer transação:
- Verificar se o medicamento ou suplemento possui registo oficial nas bases de dados das autoridades competentes.
- Desconfiar de recomendações de saúde feitas exclusivamente através de anúncios em redes sociais.
- Consultar sempre um médico profissional antes de iniciar qualquer novo regime de suplementação ou medicação.
- Ignorar links de compra que pareçam suspeitos ou que utilizem plataformas de pagamento não seguras.
A Anvisa sublinha que o uso de tecnologias de manipulação de imagem não altera a natureza ilegal da comercialização de produtos sem autorização, sendo uma prática que constitui crime de fraude e publicidade enganosa.

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