Depósitos e certificados compõem 44% do património financeiro das famílias

O património financeiro das famílias portuguesas duplicou nos últimos 20 anos, impulsionado pela maior exposição a fundos e ações.
Evolução do património financeiro
O montante total do património financeiro detido pelas famílias registou um crescimento superior a 100% nas últimas duas décadas. Este aumento foi sustentado por uma alteração estrutural na composição dos ativos, com uma transição gradual de formas de poupança mais conservadoras para instrumentos de maior rendibilidade.
A análise dos dados revela que a diversificação das carteiras de investimento permitiu um incremento do valor acumulado. Este fenómeno deveu-se, em grande parte, à crescente participação de fundos de investimento e de ações no conjunto dos ativos geridos pelas famílias.
Composição dos ativos e poupança tradicional
Apesar da tendência de diversificação, os produtos de poupança tradicionais mantêm uma relevância significativa no mercado nacional. Atualmente, os depósitos a prazo e os certificados de aforro representam 44% do total do património financeiro das famílias.
A manutenção deste peso indica que uma parte considerável do capital acumulado permanece alocada em instrumentos de baixo risco e elevada liquidez. A estrutura atual do património divide-se entre:
- Produtos de capital garantido: Depósitos bancários e certificados que totalizam 44% da carteira.
- Instrumentos de capital variável: Fundos de investimento e participações em empresas que impulsionaram o crescimento do valor total.
- Outros ativos: Diversas formas de investimento que complementam a estratégia de poupança.
Impacto dos fundos e ações no crescimento do capital
O processo de valorização do património foi diretamente influenciado pela exposição a ativos que oferecem maior potencial de retorno a longo prazo. A integração de fundos de investimento e de participações diretas em empresas permitiu que o capital crescesse de forma mais acelerada do que através dos depósitos isolados.
Esta mudança de comportamento reflete uma maior sofisticação financeira das famílias ao longo dos últimos 20 anos. A capacidade de capturar valor através do mercado de capitais foi um fator determinante para que o património financeiro total superasse o dobro do valor registado no início do período analisado.



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