Impacto do preço do petróleo na inflação brasileira e projeções

O IPCA registou uma subida de 0,16% em junho, valor inferior aos 0,31% previstos, devido à queda nos combustíveis e alimentos no Brasil.
Desempenho do IPCA em junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador central para a medição da inflação no Brasil, apresentou uma variação de 0,16% durante o mês de junho. Este resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que antecipava uma subida de 0,31% para o período.
A desaceleração do índice foi impulsionada, em larga medida, pela trajetória descendente nos preços de categorias fundamentais para o consumo das famílias. Entre os principais fatores de alívio na inflação destacam-se:
- A redução nos custos dos combustíveis;
- A queda nos preços dos alimentos.
Relação entre o petróleo e a inflação local
A dinâmica dos preços internacionais do crude exerce uma influência direta sobre a economia brasileira. Embora o indicador recente tenha demonstrado uma contenção, analistas monitorizam de perto a possibilidade de uma escalada nos preços do petróleo.
Caso o valor do barril de petróleo atinja a marca dos US$ 100, existe um risco significativo de pressão ascendente sobre a inflação no Brasil. Um aumento sustentado do petróleo tende a repercutir-se não apenas nos postos de abastecimento, mas também nos custos de transporte e produção de bens.
Cenários de risco económico
A volatilidade do mercado energético internacional é um fator determinante para a estabilidade do poder de compra. Se o cenário de petróleo a 100 dólares se concretizar, o efeito dominó sobre os custos logísticos poderá anular os ganhos obtidos com a recente descida nos preços dos alimentos e combustíveis observada em junho.


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