Oxfam critica contagem de financiamento climático da OCDE
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/0/g/pDi5S2TSOSw9CQlgZZVg/foto24bra-201-oxfam-a2.jpg)
A organização Oxfam acusa os países desenvolvidos de inflacionarem os valores destinados ao financiamento climático para os países em desenvolvimento.
Divergências nas métricas financeiras
A Oxfam apresentou críticas severas aos métodos utilizados pela OCDE para contabilizar o apoio financeiro destinado à mitigação e adaptação climática. Segundo a análise da ONG, as nações ricas utilizam métricas que não refletem o valor real do capital transferido para as regiões mais vulneráveis do planeta.
O cerne da disputa reside na forma como os fluxos financeiros são reportados e categorizados. A organização defende que os números apresentados pelas economias desenvolvidas criam uma perceção distorcida de generosidade, quando, na prática, o apoio efetivo é significativamente inferior ao anunciado.
Mecanismos de inflação de valores
De acordo com os dados analisados pela ONG, existem várias formas pelas quais os valores destinados ao clima podem ser artificialmente elevados:
- Contagem de empréstimos: A inclusão de empréstimos comerciais, que geram dívida para os países em desenvolvimento, como se fossem ajuda financeira direta.
- Reclassificação de ajuda existente: A utilização de fundos que já estavam destinados a outros fins de desenvolvimento e a sua simples reetiquetagem como "financiamento climático".
- Valor de mercado vs. valor real: A discrepância entre o custo real do apoio e os valores teóricos reportados nas estatísticas oficiais.
Esta falta de transparência compromete a capacidade de medir o progresso em relação às promessas feitas em conferências internacionais sobre o clima. Para a Oxfam, a necessidade de um sistema de monitorização mais rigoroso e padronizado é urgente para garantir que os recursos cheguem onde são mais necessários.
Impacto nos países em desenvolvimento
A falha na contabilização precisa tem consequências diretas na capacidade de resposta das nações mais pobres face à crise climática. Sem um fluxo financeiro real e previsível, os projetos de infraestrutura resiliente e as iniciativas de transição energética enfrentam constantes obstáculos de subfinanciamento.
A organização sublinha que a eficácia das políticas de adaptação depende da confiança entre os doadores e os recetores. A utilização de métodos de contagem questionáveis pode minar essa confiança, dificultando a cooperação internacional necessária para atingir os objetivos globais de sustentabilidade.



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_f035dd6fd91c438fa04ab718d608bbaa/internal_photos/bs/2020/4/c/QMKvuvQZ2apA9nAIPOiA/petroleo.jpg)


