Chrysler apresentou tecnologia 'Auto-Pilot' ainda em 1958

A Chrysler desenvolveu um sistema de condução automática denominado 'Auto-Pilot' em 1958, décadas antes do sistema da Tesla se tornar popular.
A origem do nome e o conceito tecnológico
Embora o termo Autopilot esteja atualmente associado à marca Tesla, a Chrysler utilizou a mesma designação para um conceito tecnológico introduzido no final da década de 1950. Este sistema visava automatizar parte das funções de condução, antecipando tendências que apenas chegariam ao mercado de massa muito tempo depois.
O projeto de 1958 focava-se na assistência ao condutor, tentando mitigar o cansaço em percursos longos através de mecanismos que controlavam a direção de forma autónoma. Diferente das soluções contemporâneas baseadas em inteligência artificial e sensores LiDAR, a abordagem da época dependia de sistemas mecânicos e eletrónicos primordiais.
Diferenças entre o passado e a tecnologia atual
A evolução entre a proposta da Chrysler e os sistemas modernos apresenta contrastes fundamentais no que toca ao processamento de dados:
- Nível de autonomia: O sistema de 1958 era uma assistência rudimentar, enquanto os sistemas atuais procuram a condução autónoma de níveis superiores.
- Sensores: A tecnologia da Chrysler baseava-se em componentes físicos de controlo, enquanto a Tesla utiliza câmaras e redes neuronais.
- Conectividade: Não existia integração com redes de dados ou mapas em tempo real durante o desenvolvimento inicial da Chrysler.
Este precedente histórico demonstra que a indústria automóvel já explorava a ideia de veículos capazes de operar sem intervenção constante do condutor há mais de seis décadas. A Chrysler foi pioneira ao utilizar uma terminologia que hoje define o estado da arte da mobilidade inteligente.


